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Valorização de resíduos de EVA em calçado de interior

Apesar de conotada a uma estreita ligação ao setor automóvel, foi o calçado que esteve na génese da fundação da ERT, no início da década de 90.

Desafiada pelo CTCP – Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, a ERT envolveu-se no BioShoes4All, integrando o consórcio do projeto, numa vertente direcionada para sistemas de poliuretano de base bio.

Encontra-se a desenvolver dois modelos de calçado de interior, “um de base reciclada e outro de origem bio”, atesta David Macário, diretor de Inovação do Grupo ERT, algo que permitirá – respetivamente – “retirar materiais fósseis do aterro, aumentando-lhes o ciclo de vida”, e “utilizar materiais de origem natural”, obtendo modelos de maior qualidade e mais amigos do ambiente.

No entanto, classifica a produção de aglomerados de EVA como “uma abordagem muito importante” para a ERT e para a Houspring, empresa de calçado pertencente ao grupo. “Produzimos chinelos de interior com uma sola em EVA reciclado. Com as aparas, fazemos um aglomerado que características que permitem ser usado quer em palmilhas, quer em solas”, avança. Ou seja, chinelos feitos com resíduos de outro calçado semelhante.

David Macário considera o BioShoes4All de “extrema importância para o cluster nacional do calçado”. “Fomenta a partilha de tecnologias, matérias-primas e valências, está a permitir desenvolver e produzir uma nova geração de calçado, baseado na economia circular e na bioeconomia, e vai representar um garante da continuidade do setor”, refere.

VEJA O VÍDEO:


Todos os vídeos do projeto BioShoes4All encontram-se disponíveis no canal de YouTube do CTCP.

Data Publicação: sexta-feira, 31 de outubro de 2025
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