Notícias

Calçado português dá volta à Europa em torno da sustentabilidade

terça-feira, 2 de agosto de 2022
APICCAPS promove exposição "Nada de perde, tudo se transforma"
Calçado português dá volta à Europa em torno da sustentabilidade

Amesterdão, Estocolmo Madrid e Paris. Portugal quer ser uma referência internacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a indústria de calçado e, por isso, vai percorrendo algumas das principais capitais europeias com a exposição ‘Nada se Perde, Tudo se Transforma’.

“As conquistas do passado, não são garantias de futuro”,   defende Luís Onofre. Para o Presidente da APICCAPS, “ainda que na última década o calçado português tenha tido um desempenho assinalável – excluindo o período da pandemia - nos mercados externos para onde exporta mais de 95% da sua produção, sentimos que os negócios mudaram e compete-nos investir numa indústria nova, para permanecer na vanguarda”. Este processo de afirmação do calçado português nos mercados externos “deve assentar na sofisticação e na criatividade da oferta portuguesa, ao nível dos biomateriais, dos ecoprodutos, dos processos digitais e ágeis, e dos novos modelos de negócio, permitindo apostar em segmentos de mercado em que a escolha se baseia mais na moda do que no preço”.

Por esse motivo, o setor do calçado, vai investir 140 milhões de euros nos três próximos anos, na industria do futuro. O setor pretende “reforçar as exportações portuguesas alicerçadas numa base produtiva nacional altamente competitiva, fundada no conhecimento e na inovação”.

Algodão, café, casca de maça, cortiça e madeira são alguns dos materiais a partir dos quais já é possível produzir calçado. Nesta nova geração de novos produtos, os biomateriais serão uma forte aposta de futuro. O calçados de couro continuará a ser uma opção valida e de excelência. Na exposição é ainda possível conhecer como desperdícios de solas podem dar lugar novas matérias-primas, como sapatos velhos se podem converter em novos ou como garrafas de plástico.  

Os projetos

Em dois projetos distintos, mas complementares, enquadrados no PRR (Programa de Recuperação e Resiliência), APICCAPS e CTCP reuniram mais de 100 empresas, entre universidades, empresas e entidades do sistema científico e tecnológico e preparam uma nova década de crescimento nos mercados externos.

Com um orçamento de 80 milhões de euros, o projeto BioShoes4All será dividido em cinco pilares – Biomateriais, Calçado Ecológico, Economia Circular, Tecnologias Avançadas de Produção e Capacitação e Promoção e pretende “garantir uma base produtiva nacional resiliente para posicionamento no mercado internacional no qual a inovação, a diferenciação, a resposta rápida e eficaz, o serviço, a qualidade dos produtos, a capacitação e a promoção serão argumentos competitivos que nos permitirão ser superiores à concorrência”, garante Maria José Ferreira, do Centro Tecnológico do Calçado e coordenadora do projeto. Para isso, o setor de calçado “tem a ambição de induzir uma mudança radical nos materiais, tecnologias, processos e produtos”.

Já o projeto FAIST, terá um orçamento de 60 milhões de euros e pretende “aumentar o grau de especialização da indústria portuguesa de calçado para novas tipologias de produto” e potenciar “a capacidade de oferta das empresas portuguesas de calçado através do reforço da capacidade de fabricar médias e grandes encomendas, utilizando processos de montagem mais eficientes”, adianta Leandro de Melo.

“Se hoje as empresas portuguesas – explica - são reconhecidas pela sua capacidade de inovação, do fabrico de pequenas encomendas de modo eficiente ou pela flexibilidade, terão agora de otimizar processos e melhorar a eficiência, para assegurar novos ganhos de competitividade".

Fonte: APICCAPS

132

Voltar