A Fernandes & Sampaio apanhou a boleia do Roteiro para a Descarbonização da Fileira do Calçado, que fez o diagnóstico e traçou metas a várias empresas do cluster. A mudança de instalações foi o momento certo para colocar em marcha um conjunto de alterações, nomeadamente energéticas.
“Foi o ponto de ignição. Já tínhamos consciência sustentável, mas, na prática, tínhamos pouca sustentabilidade”, introduz José Fernandes. Nesse sentido, toda a infraestrutura da empresa foi reformulada, nomeadamente com a instalação de painéis solares em praticamente todo o telhado.
Algo que faz com que 55% do consumo energético seja proveniente de energia solar. Agora, o desafio é armazenar essa energia, instalando baterias “para retê-la e utilizá-la devidamente”.
Quanto à produção, utilizar produtos com menor impacto ambiental é um desafio e uma oportunidade de mudança. “Há artigos ou componentes que implicam utilizarmos compostos com solventes e agora conseguimos obter métricas para medir, melhorar e corrigir”, aponta.
A consciencialização dos colaboradores é uma preocupação, promovendo a separação do lixo junto dos mesmos em todas as etapas produtivas. Realizam, ainda, inspeções periódicas às fontes de maior poluição da empresa, associando uma pessoa propositadamente para o efeito.
A Fernandes & Sampaio encontra-se a renovar a sua frota automóvel para soluções híbridas ou elétricas, conduzindo a empresa rumo a um futuro mais sustentável – depois do repto lançado pelo CTCP – Centro Tecnológico do Calçado de Portugal.
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