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Sapatos de luxo e roupa interior: negócios nascidos em plena crise

Sapatos de luxo e roupa interior: negócios nascidos em plena crise

Roupa interior com propriedades calmantes, anti-sépticas, anti-odores. E calçado de luxo personalizado.

Há negócios que nascem em tempo de crise e só mais tarde é que se sabe se este se revelou de facto uma oportunidade. São projectos inovadores em sectores tradicionais.

A New Textiles apresenta roupa interior para quem tem doenças de pele ou simplesmente se queira prevenir delas.
A D´Orrenti é uma marca de calçado de luxo, que também oferece ao cliente sapatos personalizados.

Os promotores da Nex Textiles - o engenheiro têxtil Pedro Pinto, o economista Cláudio Carvalheira e o empresário Armindo Mirante -, alertam para o facto de os produtos Skintoskin não constituírem nenhuma cura ou tratamento das referidas doenças de pele. Permitem é melhorar alguns dos efeitos mais desagradáveis como o prurido das dermatites e outras doenças dermatológicas.

"Estamos a falar de inovação quer ao nível do desenvolvimento dos produtos, quer da via de comercialização, assinámos um protocolo com a Associação Nacional de Farmácias (ANF). São artigos que combinam algodão, algas e prata, que estarão à venda apenas em farmácias e outros estabelecimentos de saúde especializados", frisa Cláudio Carvalheira.

A empresa New Textiles é um "spin off" da Universidade do Minho (UM), mas a ideia tem como autor o engenheiro têxtil Pedro Pinto. Além da UM, a empresa tem um protocolo de investigação com o Hospital São Marcos (Braga) e com o TecMinho.

Para já, os promotores estão focados no mercado nacional, mas querem levar a "new generation wear" até Espanha e, depois, à Europa de Leste e Rússia. Este ano, o primeiro exercício, estimam facturar 300 mil euros e em 2011 cerca de três milhões de euros, sendo 50% mercado externo.

Inovação de luxo nos pés

No calçado, Bicardo Vieira, natural de Felgueiras (terra doo calçado), quis inovar e lançou a D´Orrenti Prive. É calçado de luxo - um par de sapatos pode custar 250 euros -, que pode ser personalizado.

"Não é uma marca para mulheres de jogadores de futebol, que gostam de mostrar as etiquetas Prada, Gucci e Dior. Os meus clientes são médicos, advogados e empresários, que preferem alta qualidade e discrição", refere.

Ricardo Vieira, que abriu a loja no Aviz, zona nobre do Porto, está à procura de um parceiro em Lisboa, para abrir a segunda loja. "Não penso ter mais lojas, porque não tenho um produto de massas. Muitos dos sapatos são exclusivos", sustenta.

Para entrar no negócio do calçado recorreu à ajuda financeira do pai - um Técnico Oficial de Contas -, e à banca, mas adianta que "é muito difícil criar um negócio do zero", investiu 150 mil euros. O calçado "é construído muito à mão e são raras as fábricas que ainda fazem isso em Portugal", continua. A D Orrenti conquistou clientes de vários pontos do país e está a ser testada "numa loja de um amigo" em Madrid.

Fonte: Jornal de Negócios,29.Abr.09
Data Publicação: quinta-feira, 30 de abril de 2009
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