A imposição de um “imposto químico” sobre o vestuário e o calçado não só iria reduzir a utilização de substâncias perigosas mas também impulsionar a inovação em pesquisa química, de acordo com um novo estudo. A pesquisa da Agência Química da Suécia (Kemi) foi publicada no relatório “O que aconteceria com um imposto químico sobre os bens de consumo?”, que usa o vestuário e o calçado como exemplo.
Sugere que o imposto sobre os químicos em vestuário e calçado é necessário devido ao aumento do número de produtos que contêm químicos que são perigosos tanto para o ambiente como para a saúde. As propostas incluem agrupar produtos que contêm um ou mais químicos de uma lista que inclui ftalatos, corantes alergénicos ou carcinogéneos e agentes antibacterianos.
As taxas seriam impostas sobre bens de consumo importados ou produzidos internamente no mercado sueco e seriam aplicadas por quilo ou baseadas na quantidade da substância química perigosa. Os níveis de taxação teriam de ser suficientemente altos para ter um efeito de controlo, segundo o estudo, que também estima que o aumento do preço médio resultante para vestuário e calçado seja de 0,3%.
Estima-se que as compras anuais de vestuário e calçado que contêm alguns grupos de substâncias químicas poderiam ser reduzidas em 60%. O imposto poderia resultar num custo administrativo para as empresas de cerca de 30 milhões de coroas suecas (3,4 milhões de euros) e levar a uma redução de 0,3% nas vendas de vestuário e calçado. «Um imposto sobre químicos não impede uma restrição futura por parte da UE mas pode, pelo contrário, facilitar a introdução deste tipo de limite ao impulsionar a inovação e substituição», destaca o relatório.