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Exportações aumentaram em volume e não em valor

Em 2024, segundo o World Footwear Yearbook

Exportações aumentaram em volume e não em valor

Houve, em 2024, um aumento na produção de calçado à escala global, concretamente mais 6,9%, que representa a recuperação dos cerca de 1,5 mil milhões de pares ‘perdidos’ em 2023.

As exportações seguiram esta tendência, melhorando em termos de volume – aumentaram em 4,6% face ao período homólogo anterior. Contudo, o valor exportado manteve-se praticamente inalterado, crescendo apenas 0,1%.

Estas são algumas das conclusões do World Footwear Yearbook, referente a 2024, um anuário da autoria da APICCAPS, no âmbito da iniciativa Portuguese Shoes, que já se encontra disponível para ser adquirido.

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Ao longo do ano de 2024, a produção e as exportações de calçado aumentaram, respetivamente, 6,9% e 4,6%.

Segundo o World Footwear Yearbook, da APICCAPS, a produção à escala global subiu para 23,9 mil milhões de pares, um aumento de 1,5 mil milhões, recuperando de uma queda semelhante, registada em 2023.

Esta recuperação justifica-se com o consumo mais acentuado em mercados considerados fundamentais, como Estados Unidos (mais 168 milhões de pares), China (mais 469 milhões de pares) e União Europeia (mais 121 milhões de pares).

Foram exportados 14,8 mil milhões de pares em todo o mundo, o que representa um aumento de 4,6% face a 2023. Ainda que o valor total das exportações tenha ficado estabilizado em cerca de 170 mil milhões de dólares, em 2024, representa o segundo nível mais elevado alguma vez registado.

Produção global em recuperação

Como supramencionado, a produção global de calçado registou um aumento, em 2024, de 6,9%, para 23,9 mil milhões de pares, recuperando da descida sentida em 2023 (o número mais baixo registado numa década, excluindo os anos atípicos da pandemia, 2020 e 2021).

A indústria do calçado continua fortemente concentrada no continente asiático. É na Ásia que são fabricados quase 9 em cada 10 pares de sapatos, representando 88% da produção mundial.

A China segue líder na lista de maiores produtores de calçado do mundo, tendo fabricado, em 2024, 13 mil milhões de pares, detendo pouco mais de 54% da quota de mercado global. A Índia registou um aumento, passando a representar 12,5%, enquanto o Vietname fecha o pódio, com 6,5%.

Crescimento gradual no consumo na Ásia

O consumo de calçado na Ásia, em 2024, representou mais de metade do total global (55,5%), refletindo um aumento face a 2023. Também a América do Norte e a Europa seguem nessa senda de crescimento, com 13,6% e 13,5%, respetivamente.

Já o consumo per capita varia significativamente entre regiões, desde 1,4 pares em África até aos 4,8 pares na América do Norte.

Como maior consumidor mundial de calçado, a China reforçou a sua quota, para 18,6%, seguindo-se Índia (13,3%) e Estados Unidos (9,8%). Já a União Europeia ocupa o 4.º lugar, com 2.069 milhões de pares consumidos em 2024.

Exportações aumentam; China em ‘queda’

As exportações globais de calçado aumentaram 4,6% em volume, o que traduz uma recuperação do comércio internacional. A Ásia segue como o player dominante, sendo responsável por 85,1% do total, ligeiramente acima da quota de 84,5% registada na década anterior.

Entre 2015 e 2024, as exportações cresceram modestamente em volume (1,2%), mas aumentaram significativamente em valor (31,4%), passando de 129,2 mil milhões de dólares para quase 170 mil milhões de dólares.

Os países asiáticos consolidaram a sua dominância no comércio global, com o aumento da sua quota coletiva (de 84,6% em 2023 para 85,1% em 2024). Em trajetória inversa, a Europa desceu para os 12,6%.

A China segue como principal exportador. É responsável por 62,2% do total, embora a sua quota continue em queda (em 2023, fixava-se nos 63,8%). Segue-se o Vietname (10,7%) e a Indonésia (4,1%). Juntas, estas três nações representam mais de três quartos das exportações globais de calçado.

Preço médio por exportação cai após uma década a crescer

Ao longo da última década, o preço médio por exportação de calçado aumentou significativamente, de 8,83 dólares por par (2015) para o pico de 11,98 dólares (2023), o que representa um crescimento de 36%.

Esta tendência ascendente reflete o aumento dos custos de produção, a mudança para produtos de maior valor e as pressões inflacionistas nas cadeias de abastecimento globais.

No entanto, em 2024, a tendência registou uma primeira reversão, para 11,47 dólares. Uma queda que pode indicar um ajuste dos produtos ou das estratégias de preços, após dois anos de crescimento considerável do valor.

Data Publicação: quinta-feira, 31 de julho de 2025
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