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Sanjo espera faturar 2,2 milhões na Península Ibérica

sexta-feira, 16 de setembro de 2022
Marca quer estar à venda em 150 lojas de Espanha
Sanjo espera faturar 2,2 milhões na Península Ibérica

A Sanjo, com sede em Braga, quer estar presente em 150 lojas espanholas para poder faturar mais de 2 milhões de euros em todo o mercado da Península Ibérica até 2024, anunciou a empresa através do portal da marca de calçado.

A estratégia de expansão no país vizinho está em curso e já é possível comprar este icónico calçado desportivo em 23 lojas espanholas, um número que deverá duplicar até final do ano.

Recorde-se que a Sanjo foi adquirida em 2019 pela empresa de Braga M2BEWEAR, ligada ao comércio, e “com acionistas de referência, e relevando uma larga experiência na logística, na produção e no retalho”. Mantém ainda uma unidade de produção em Felgueiras, no distrito do Porto.

No seu portal, os ‘donos’ da Sanjo destacam toda a conceção como sendo de autoria portuguesa: “Todo o ciclo produtivo é 100% português, desde as matérias primas à mão de obra. Pretendemos fazer da Sanjo uma marca 100% portuguesa, pela história que carrega não fazia sentido para nós ser feita noutro sitio, com outros materiais, nem por outras mãos. Não se trata apenas de um produto feito em Portugal, mas de um produto 100% português”.

A história da Sanjo remonta a 1933, quando em São João da Madeira, na Companhia Industrial de Chapelaria, começa a ser construída a primeira marca de sapatilhas portuguesa batizada de Sanjo, em honra àquela cidade, ficando estabelecida em 1936.

Os anos 50, 60 e 70 do século passado foram a época de ouro da marca, que se afirma então como a principal marca de calçado desportivo em Portugal.

Contudo, após o 25 de Abril de 1974 e com a abertura do país ao mercado global, a Sanjo não consegue competir com as marcas desportivas internacionais. A Companhia Industrial de Chapelaria fecha em 1996 e, no processo de encerramento, é perdido o molde das sapatilhas Sanjo.

A marca é comprada em 1997 e, sob nova administração, começa a sua segunda vida, com muito trabalho de pesquisa e investigação para reproduzir o molde perdido. Em 2010, a Sanjo regressa ao mercado com os dois modelos clássicos, K100 e K200. E em 2019 ganhou ‘nova vida’ a partir de Braga.

Fonte: https://ominho.pt

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