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A importância do design na produção de calçado sustentável

A indústria Portuguesa de calçado é, cada vez mais, uma indústria consciente e propensa à integração da componente ambiental, sustentabilidade e economia circular no desenvolvimento dos seus processos e produtos. São cada vez mais as empresas que apostam em produtos à base de materiais reciclados, recicláveis, biodegradáveis, renováveis e produtos mais duráveis.

O desenvolvimento de produtos de calçado “verdadeiramente” mais sustentáveis para o ambiente começa no processo de criação, ou seja, no design. Nesta fase, é fundamental considerar toda a cadeia de valor do calçado e os aspetos ambientais, desde a seleção das matérias-primas (passando pelo o fabrico, a embalagem, o transporte e distribuição, a utilização e manutenção) até ao fim de vida do produto.

O  ecodesign (design sustentável) definido como a “integração dos aspetos ambientais no design e desenvolvimento do produto com o objetivo de reduzir os impactos ambientais adversos ao longo do ciclo de vida do produto” (ISO 14006:2011). No entanto, não podem ser esquecidos os requisitos técnicos, a qualidade e desempenho do produto, os riscos para o negócio e os aspetos económicos.

Para apoio ao ecodesign estão à disposição das empresas diversas ferramentas quantitativas e qualitativas, nas quais se incluem, por exemplo, a Análise do Ciclo de Vida (ACV) e as listas de estratégias ou de verificação, respetivamente. Estas ferramentas têm como objetivos fundamentais a análise e avaliação do produto e processo, a seleção e definição de prioridades e oportunidades de melhoria e o apoio à geração de ideias e decisões de design.

As empresas podem adotar um conjunto de estratégias de design com vista à redução do impacto ambiental e desenvolvimento de produtos de calçado ecológicos, nomeadamente:

1.    Melhorar a eficiência dos materiais (materiais renováveis, reciclados e recicláveis utilização mínima e menor variedade de materiais).
2.    Melhorar a eficiência energética dos processos (redução das etapas de produção, maior eficiência energética, fontes energéticas de menor impacto).
3.    Design para uma produção mais limpa (técnicas de produção mais limpas).
4.    Design para a durabilidade (longevidade e manutenção do produto, possibilidade de reparar).
5.    Design para otimizar a funcionalidade (múltiplas funções, otimização funcional, modularidade do produto).
6.    Design para a reutilização e reciclagem (desassemblagem fácil, simplificação dos materiais, usar materiais recicláveis).
7.    Evitar substâncias e materiais potencialmente perigosos (para a saúde e para o ambiente).
8.    Reduzir o impacto ambiental na fase de uso (técnicas de reparação do produto mais limpas e eficientes, maior durabilidade do produto, possibilidade de substituir peças).
9.    Distribuição ambientalmente mais eficiente (embalagens com menor peso e volume, eliminar embalagens desnecessárias, embalagens recicladas e reutilizáveis, redução do número de rotas, meios de transporte energeticamente mais eficientes).
10.    Otimizar o fim de vida (redução da complexidade do produto, fácil separação, marcação dos materiais para a reciclagem, comunicação ao consumidor de opções para o fim de vida).

A integração do ecodesign no desenvolvimento do produto acarreta um conjunto de múltiplos benefícios para as empresas, clientes e outras partes interessadas. De acordo com a norma ISO 14006:2011, as empresas que apostem nesta area têm como potenciais benefícios:
•    Benefícios económicos (aumento da competitividade, redução de custos e atração de financiamento e investimentos).
•    Promoção da inovação e criatividade e identificação de novos modelos de negócio.
•    Melhor imagem pública da empresa e/ou marca.
•    Melhoria da motivação dos funcionários.


O CTCP coordena o projeto mobilizador do calçado,  FAMEST (https://famest.ctcp.pt), que tem como uma área de intervenção o desenvolvimento de novos conceitos de produtos e processos ecológicos, tendo por base o ecodesign, pela definição de estratégias e Análise do Ciclo de Vida dos produtos e pela utilização de materiais e componentes mais sustentáveis em desenvolvimento no projeto, sejam estes, couros com processos biobased ou materiais reciclados e recicláveis.





Fonte: ctcp

Data:2019-05-08    Visualizações: 147


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