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Aerosoles produziu 3,6 milhões de pares em 2006


Aerosoles produziu 3,6 milhões de pares em 2006

Em 2006, a Investvar, que detém a licença de comercialização exclusiva da marca de calçado Aerosoles para a Europa, África e Médio Oriente, registou um volume de vendas de 100 milhões de euros. Produziu 3,6 milhões de pares de calçado (sapatos, botas e sandálias), cuja imagem de marca são a flexibilidade e o conforto, dos quais 60 por cento em Portugal. Tem sete fábricas (quatro em Portugal, duas na Índia e uma na Roménia) e está presente em 40 países.
Destes, 60 por cento foram produzidos nas fábricas de Castelo de Paiva e Esmoriz, esta a 20 quilómetros do centro do Porto, onde funciona o "cérebro" da empresa. Os restantes passam por subcontratações na China e pelas fábricas criadas na Roménia e, desde 2006, na Índia, onde a Investvar abriu duas fábricas. Lá, só há nove dias de férias e, em média, uma operária ganha 40 euros por mês, quantia insuficiente para comprar uns Aerosoles. "Foi uma resposta às
necessidades de aumentar a competitividade e de chegar a mercados que, de outro modo, seriam difíceis de alcançar", justifica Artur Duarte. O presidente da Investvar diz que a colecção Primavera/Verão 2008 já vai incluir calçado produzido na Índia, pensado por portugueses, para ser comercializado nos EUA.
"Nunca tivemos que esconder a etiqueta made in Portugal e as pessoas até valorizam o facto de comprarem algo produzido na Europa. Agora, a verdade é que a marca Aerosoles impõe-se relativamente à origem, assim como a Nike ou a Timberland: ninguém quer saber se é feito na Índia, na China ou na Roménia...", acrescenta.
No final de 2006, o volume de vendas fixou-se nos cem milhões de euros. E o peso do mercado interno, segundo Artur Duarte, são uns residuais quatro por cento. Em Portugal, a Aerosoles tem 30 lojas. Lá fora, são actualmente 114 e com promessas de chegar às 170 em 2010.
Para espantar os perigos das imitações, a Investvar está a investir num centro de Investigação & Desenvolvimento que ficará instalado em Cortegaça, a cinco quilómetros da sede. "Investimos 700 mil euros para poder desenvolver ali, a nível de design mas também de materiais, coisas que possamos apresentar como novidades". Conselhos às empresas que pensem arriscar o mercado internacional? "Tentem controlar a cadeia de valor. A alternativa é a especialização em nichos de mercado", sugere, apontando como exemplos "o high fashion, o calçado ortopédico ou os produtos a pensar em clientes como a juventude das Doc Marten".

Fonte: Público, 26.Mar.07
Data Publicação: segunda-feira, 26 de março de 2007
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