Notícias

Ferreira Avelar: 75 anos a bem calçar

sexta-feira, 18 de novembro de 2022
Empresa comemora 75 anos
Ferreira Avelar: 75 anos a bem calçar

Corria o ano de 1947 quando a Ferreira Avelar foi criada. Uma empresa de cariz familiar que tinha o sonho de criar uma marca de calçado capaz de fazer a diferença no mercado nacional. No início, a empresa dedicava-se à comercialização, apenas por encomenda, dos primeiros sapatos. A excelência e a qualidade eram as palavras de ordem de um mundo que passava um período de pós-guerra muito conturbado.  Em 1950, começa a produção própria na oficina da Ferreira Avelar. De forma artesanal, os sapatos eram produzidos por grandes mestres artesãos o que, na altura, apenas permitia produzir um par de sapatos.

Mais tarde, em 1970, com um percurso consolidado, a empresa inicia o caminho da produtividade com uma fábrica capaz de responder a um maior número de encomendas. Em 1994 nasce a insígnia Profession Bottier com um objetivo muito claro: começar o processo de internacionalização. É já com segunda geração na empresa que nasce a marca, direcionada ao mercado francês. O reconhecimento e a influência do estilista Jacques Mirault foram cruciais na conquista deste mercado.

“O balanço destes 75 anos é seguramente positivo, apesar de apenas poder responder pelos últimos 18 anos. Aos sucessos precedem sempre dificuldades, períodos de aprendizagem, crescimento e maturação. Alicerçar é importante para crescer”. As palavras são de Eduardo Avelar, atual responsável pela empresa e a segunda geração à frente do negócio familiar.

A Ferreira Avelar, constituída no pós II Guerra, viveu vários momentos marcantes. “Todos os momentos são importantes: desde a sua criação num período conturbado do pós-guerra, ao reconhecimento interno (Portugal) dos nossos produtos; desde as nossas primeiras exportações nos Anos 80, ao reconhecimento internacional nos dias de hoje. Estamos sempre a procurar de novos objetivos, especialmente onde possamos ser úteis e diferenciadores”.

Durante este período, também a indústria de calçado se reinventou: “o constante e natural desenvolvimento tecnológico focado na rentabilidade produtiva, bem como na simplificação e melhoramento de processos - numa máxima de estandardizar quando é eficiente - promoveu na Indústria de calçado, e não só, uma menor intervenção de processos artesanais, aumentando a capacidade de oferta das empresas. Se fizermos uma retrospetiva, a força de trabalho física era muito mais considerável há 75 anos do que é atualmente, assim como os processos eram muito mais rudimentares colmatando um menor suporte tecnológico vigente na época”, diz Eduardo Avelar.

Mas como se projeta o futuro? “Não faço projeções, mas procuramos que seja risonho e positivo. Naturalmente, estamos dependentes de fatores endógenos: capacidade de evoluir, acompanhar as leis de mercado e cativando a procura pelos nossos produtos / serviços”.

A Ferreira Avelar especializou-se na produção de sapatos masculinos de luxo. Com as alterações nos hábitos de consumo dos consumidores, nomeadamente com a “explosão” dos sapatos desportivos, muitos foram os que anunciaram o fim “dos sapatos clássicos”. Mas os números parecem indicar o contrário. “Os clássicos não dependem de fatores cíclicos como a "moda", apesar de termos assistido a uma menor procura na última década, num período em que o denominador comum foram outfits de teor desportivo ou de lazer”.

No entanto, as empresas como a Profession Bottier acabaram por introduzir características de conforto nos sapatos clássicos que os tornam cada vez mais apetecíveis. São mais leves, mais confortáveis e com matérias-primas de excelência. “Felizmente haverá sempre tendências revivalistas que aumentam a procura de produtos mais refinados ou que repesquem os "clássicos", como aquela que estamos a viver nestes últimos dois anos. Por isso, diria que a procura tem vindo a aumentar no segmento clássico”.

Países Baixos, Reino Unido, USA são os principais destinos de exportação da empresa que emprega 70 trabalhadores.

Fonte: APICCAPS

111

Voltar