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Como são produzidos os sapatos de pele? O que isso tem a ver com sustentabilidade?

De onde vêm e como são produzidos os sapatos de pele que compra? Será possível dizer que são artigos de origem sustentável?

De onde vem a pele que consome? Como são produzidos os sapatos de pele? Qual a verdadeira origem da sua matéria-prima? Já parou para pensar no assunto? Se está atento à questão ambiental, este artigo é para si – e é, acima de tudo, pensado para chamar à responsabilidade ecológica.

Sapatos de pele, sim ou não?
Qual é a diferença entre comprar uns sapatos em pele e um batom testado em animais? Porque continuamos a ver artigos em pele à venda sob a assinatura de grandes marcas, mas não vemos o mesmo com o pelo? As chamadas ao consumo não respondem às perguntas e este ainda é um tema pouco falado de forma clara. Mas, já parou para pensar que o consumo de pele é uma forma de reciclagem?

Não será incomum ouvir de um defensor ambiental que ter um par de botas de pele é, também, uma forma de aproveitar a pele de muitos animais que, de outra forma e por outras razões, são abatidos para dar origem a diversos produtos consumidos por nós. Ora, isso não faz duvidar da legitimidade do discurso ambientalista dessas pessoas, mas sim faz refletir- ou deveria – sobre o nosso próprio consumo.

Comprar um casaco ou um par de sapatos feitos em pele não é um crime – na maior parte das vezes, ressalvando as peles de origem de caça proibida. Esta é, na realidade, uma das formas mais antigas que o homem inventou para reciclar material que, de outra forma, seria lixo. Em regras gerais, não se abate um animal para ser obter pele.

5 razões para comprar sapatos EM PELE
1. A durabilidade
Sapatos em pele natural são mais resistentes e duram muito mais; ou seja, não vão ter de ser substituídos a curto prazo. E, sem comprar menos, o resultado é: mais poupança na carteira, menos danos ambientais.
2. O conforto
O couro adapta-se à forma dos seus pés com o uso, tornando-se altamente confortável. É como se tivesse sido feito para si, sob medida.
Outra vantagem deste material é que respira melhor, evitando a transpiração.
3. A resistência
Já dissemos acima: a pele dura mais tempo, por ser mais resistente a impactos e desgastes.
4. A elegância
Não há volta a dar: um par de sapatos em pele tem um acabamento perfeito! Isso é sinónimo de cuidado, bom gosto e elegância. Um bom par de sapatos, independente da roupa que escolha, vai dar nas vistas.
5. A relação custo-benefício
Podem ser mais caros, mas duram mais tempo e, por isso mesmo, são mais amigos da carteira. A longo prazo, é impossível não perceber que valeu a pena a compra.

Como são produzidos os sapatos de pele: Comprá-los, sim ou não?
Se colocar os olhos naquele par de sapatos de sonhos, desenhado e fabricado na Europa, lembre: são de origem certificada e respeitam leis duras contra os maus tratos a animais. São resultado de muitos e muitos anos de técnicas e desenvolvimento tecnológico que primam pela qualidade do que usa, por empresas que têm os olhos postos na sustentabilidade daquilo que consome.
Quando comprar um par de sapatos de pele vai saber que, diferentemente dos produzidos de materiais sintéticos, estes vão durar anos e mais anos – e vão parecer cada vez melhores, à medida que os usa.

Consumir peles: reflita sobre este tema
Por que razão a origem da pele que pensa consumir é relevante? Porque é preciso desmistificar, em tempos de discussões acesas sobre a defesa do ambiente, este tipo de consumo.
O que, nesse ciclo de produção e consumo, a indústria da moda está a fazer de errado? Porque este tipo de consumo é relevante hoje?
Consumir peles é, também, consumir matéria reciclada
Reciclar pele, transformando-a em artigos de consumo, é uma das atividades humanas mais antigas. Já há 170 mil anos o homem faz da pele uma forma de reciclagem. Caçávamos para comer e usávamos as peles e restos de animais para proteger o corpo do frio, carregar pertences durante deslocações, criar instrumentos musicais e, até, como amuletos.
Já naquele tempo aprendemos como preservar a pele através da curtimenta – técnica que seria a origem da enorme indústria de peles, de alto nível, que vemos hoje.
A conclusão: atualmente, com a tecnologia de ponta desenvolvida, as fábricas de curtumes são um exemplo de sucesso no que toca a saber reciclar material natural. Na cadeia da reciclagem, são elas que transformam um resíduo da indústria da carne num material de valor, gerando emprego e riqueza – não só a nível mundial, como especialmente a nível de economia local.

Peles e pelos: vai dar ao mesmo?
Para que não haja confusão, pele e pelo são coisas diferentes. Consumir um não é o mesmo que consumir outro.
Enquanto consumir pele é absorver parte de um processo de reciclagem de resíduos, consumir pelos é alimentar uma indústria que cria animais para um objetivo de consumo.
Entenda: sapatos em pele são feitos através do aproveitamento de resíduos da indústria da carne; casacos de pelo são feitos por produtores que criam animais exclusivamente para obter matéria. É como comprar um creme para rugas testado em animais de laboratório. Pele e pelo são diferentes, no que toca ao consumo, porque o pelo não é um sub-produto da indústria da carne.

São criados e abatidos animais para produzir artigos em pele?
A resposta mais simples é: não. Não há mais mortes de animais para que alguém possa comprar sapatos, cintos, carteiras e casacos. A indústria de curtumes, ligada à indústria da moda, sobrevive através da indústria da carne; ou seja, a indústria do couro não abate animais.
Se esta indústria de aproveitamento não existisse, seria a indústria da carne a ter de encontrar um destino final para os seus resíduos – e só existem dois, ambos poluentes: incineração ou deposição em aterro.
Ao fabricar artigos em pele para consumo, os couros dos animais são transformados em peças de vestuário e calçado – e, até, em artigos de mobiliário, barcos, aviões, ou estofos de carros e comboios. Uma matéria orgânica e altamente versátil que é reaproveitada através do mais puro processo de reciclagem.

Os curtumes são poluentes?
Não. Hoje em dia, as empresas evoluíram e parte deste crescimento reflete a mudança no sistema de produção. A sustentabilidade deixou de ser um tema colocado à mesa para ser uma necessidade real de transformação no que toca à produção.
Isso, basicamente, quer dizer que existe uma consciência coletiva no sector de curtumes para a questão ambiental. Em português claro, não há rios mais poluídos ou atmosfera mais contaminada pela indústria da pele. Hoje, ela não prejudica mais o ambiente do que outras indústrias, como a dos materiais sintéticos, por exemplo. Por isso, vale repensar sobre a troca de um par de botas em couro natural por um de origem sintética.
Se há espaço para melhorias? Há, como em qualquer indústria. No entanto, notícias sobre o tratamento abusivo de animais para a obtenção de peles refletem uma esmagadora minoria do setor – altamente condenada pelas associações de curtumes.
Matadouros na Europa são regidos à base da lei, sendo portanto regulamentados e obrigados a respeitar normas – entre elas, existem leis rígidas e apertadas sobre a crueldade contra animais.
Sabia que há fábricas de curtume que colocam o bem-estar animal como prioridade na estratégia empresarial?

Pele: um produto durável, forte e versátil
Olhe a sua volta. Já esteve a comer um bife ao almoço? Ou a caminhar com os sapatos em pele que comprou há anos e continuam com aspeto formidável? Ao fim do dia descansou naquela poltrona de família, estofada em pele e com mais de 20 anos?
Isto tudo trata de uma indústria que investe em reciclagem de resíduos. Se costuma separar o lixo, diferenciando o que vai para o contentor dos plásticos, vidros e papéis, então, porque não refletir sobre o reaproveitamento das peles em bruto?
O consumo de pele e a produção em Portugal e na Europa
Existe hoje um manifesto da indústria europeia de curtumes (técnica de processamento do couro cru) – o COTANCE – que quer promover a consciencialização do pensamento sobre a origem das peles, desfazendo mitos e trazendo respostas ao consumidor.

O COTANCE é um órgão que representa a indústria do couro na Europa, promovendo os interesses deste mercado internacionalmente, ajudando a desenvolver processos de alta qualidade e tecnologia no campo da proteção ambiental.
Conheça aqui mais sobre este manifesto

Em Portugal, a entidade que representa a Indústria de artigos de pele é a APICCAPS, sendo uma das suas principais missões investir em formação e informação, Tecnologia, Qualidade e Ambiente.
Agora que sabe como são feitos os sapatos de couro animal – e os casacos, cintos ou carteiras – o que consegue pensar sobre o consumo de peles? Talvez tenha chegado à conclusão que deve repensar a compra de materiais que imitam a pele, os sintéticos. Ou seja, o segredo está na qualidade do que consome – e, claro, na quantidade.

Fonte: APICCAPS

Data:2020-02-07    Visualizações: 80


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