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Sector cria 300 empresas e atrai investimentos

 A Carité dá vida nova à empresa que ardeu nos incêndios de outubro, em Castelo de Paiva. Centenário amplia instalações em Oliveira de Azeméis. A Lemon Jelly pensa em inovação e design. A Rolando Melo aposta nas solas. Todas investem mais de €1 milhão

A OK ardeu a 15 de outubro, em Castelo de Paiva e deixou 90 pessoas no desemprego. O grupo Carité decidiu reerguer esta fábrica das cinzas e espera ter tudo pronto para arrancar a produção em maio, depois de um investimento de €1,5 milhões. “Fico com mão de obra experiente e aumento a percentagem de produção própria”, justifica ao Expresso Reinaldo Teixeira, fundador da Carité, o grupo que fundou há 28 anos, em Felgueiras, hoje com 500 trabalhadores, uma produção de 5 mil pares de sapatos/dia e vendas de €28 milhões, 98% dos quais na exportação.

Na reconstrução da empresa, que "ardeu por completo" em outubro, está pronto a recuperar 85 postos de trabalho da OK, reforçando a quota de produção própria para a marca J.Reinaldo e para clientes como a Kenzo, Paul Smith ou Birkenstock. Em 2017, o empresário já tinha reforçado o seu grupo com a aquisição da COM – Creation of Minds, criada por três italianos que eram seus clientes.

Agora, respondeu a apelos do governo e da Câmara local para investir numa região onde já subcontratava produção e decidiu avançar depois de garantir apoios relativos à recuperação de emprego e à linha de financiamento de €100 milhões para relançar empresas destruídas pelos incêndios. Na sua sexta unidade industrial vai fazer calçado desportivo de senhora. Espera aumentar em €4 milhões as vendas do seu grupo. No ano passado, o volume de negócios caiu €2 milhões, mas os lucros aumentaram, garante.
Centenário prepara-se para os EUA

Uma ronda pelos stands das empresas portuguesas presentes em Milão, na maior feira de calçado do mundo, mostra que há mais empresas a investir para dar gás às exportações que no ano passado cresceram 2,8% e atingiram o oitavo recorde consecutivo, somando €1,965 mil milhões. É o caso da Centenário, com um projeto de investimento para ampliação na ordem dos €2 milhões de euros que deve arrancar em maio. Depois de travar as obras durante algum tempo, para ver como evoluíam os mercados e a conjuntura económica, o administrador Domingos José Teixeira diz que tudo está pronto a avançar.

Com 85 trabalhadores e um volume de negócios de €7,8 milhões (mais 3% que em 2016), 95% do qual relativo à exportação, a Centenário quer estar pronta a responder a um novo projeto que envolve novos clientes nos EUA e tem "bom potencial de crescimento". Esta empresa familiar fundada em 1941 e conhecida pelos seus sapatos clássicos e pelo calçado de golfe, com preços de venda ao público acima dos €250, também apresentou em Milão uma nova linha de sapatos personalizados, pintados à mão, com assinatura do artista plástico Jorge Magalhães, no mercado a partir dos €750 euros.

Lemon Jelly no on-line

Em Gaia, a Lemon Jelly/Procalçado apresenta planos de investimento de €1 milhão em modernização e novas tecnologias e na estrutura de vendas on-line, em que está a fazer uma aposta estratégica para crescer à escala global sem depender do retalho. A par da marca Lemon Jelly,a crescer a dois dígitos por ano, este grupo com 400 trabalhadores conta com o contributo dos componentes/solas da Procalçado e da Gama Wock (calçado profissional na área da saúde) para as vendas totais de €25 milhões, 90% dos quais na exportação.

A Rolando Melo, fundada em Felgueiras, em 1963, acaba de concluir um investimento de € 1,5 milhões em instalações próprias para a sua fábrica de solas, mas também modernização/ equipamentos na sua fábrica de sapatos, com 100 trabalhadores. Paula Melo, filha do fundador da empresa, explica, no entanto, que o objetivo, mais do que crescer “é modernizar” e fazer sapatos de homem e senhora ao ritmo de 500 pares por dia. As vendas de €5 milhões estão concentradas na exportação na Europa, mas o objetivo é diversificar numa rota que passa pelos EUA e Japão, pelo que o stand da marca Rolando C Melo Micam tinha, ao lado dos sapatos, um cartaz a anunciar o interesse em contratar agentes comerciais.
Mais 300 empresas

Desde 2010, dizem os numeros da APICCAPS, a associação dos industriais do calçado, o sector criou 300 empresas, fechando o ano de 2017 nas 1.524 unidades. “Houve alguns encerramentos neste período, mas o saldo final são mais 300 unidades, um aumento de 22%”, disse ao Expresso o diretor de comunicação da APICCAPS, Paulo Gonçalves, adiantando que o último exercício registou 11 falências na indústria do calçado. Em postos de trabalho, o aumento desde 2010 foi de 24,5% ou 9 mil pessoas. O sector emprega atualmente 40.034 trabalhadores.


Fonte: EXPRESSO

Data:2018-02-12    Visualizações: 504


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