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ANGOLA: Sector têxtil e calçado pode gerar cerca de 30 mil empregos até 2017

O programa do governo de industrialização para o sector do Têxtil, Vestuário e Calçado prevê investimentos de 119 mil milhões kz até 2017

O sector do têxtil, do vestuário e do calçado poderá gerar perto de 30 mil empregos até ao ano de 2017, segundo refere o relatório sectorial, ao que o "Expansão" teve acesso, elaborado pelo Ministério da Indústria.

O relatório apresenta um quadro otimista, apesar de considerar que o atual nível de produtividade da mão-de-obra seja baixa e que o país sofra de vários pontos fracos.

O documento, que será analisado pelo executivo, procedeu à identificação de um conjunto de indicadores pertinentes para os objetivos específicos do Programa de Industrialização no sector dos têxteis, do vestuário e do calçado, propondo metas a alcançar para os próximos três anos.

Embora tenha tido uma forte relevância antes do conflito armado, tendo chegado a representar mais de 30% do total das exportações da indústria transformadora, atualmente o sector encontra-se quase paralisado.

O subsector dos têxteis convencionais não tem qualquer unidade a funcionar, o subsector das confeções encontra-se reduzido a poucas dezenas de pequenas empresas e o subsector do calçado conta apenas com uma unidade de fabrico para as forças armadas.

Foram identificadas várias fraquezas críticas do sector, merecendo particular realce o reduzido know-how dos investidores e qualificação da mão-de-obra, falta de matéria-prima nacional para abastecer as fileiras e consequente dependência das importações, inadequação das infra-estruturas às necessidades de desenvolvimento das fileiras (nomeadamente eletricidade, água e tratamento de resíduos poluentes).

O relatório refere também que o governo selecionou como prioritários sete subsectores pertencentes à fileira do têxtil e vestuário, nomeadamente a fiação, tecelagem e acabamento de tecidos, a fabricação de artigos têxteis confecionados, a fabricação de tecidos e artigos de malha, a fabricação de linhas de costura, a confeção de vestuário de trabalho e uniformes, a confeção de vestuário exterior série e a confeção de vestuário exterior por medida.

Da fileira do calçado foram selecionados os subsectores de curtumes e acabamento de peles sem pêlo, a fabricação de calçado, a fabricação de artigos de viagem e marroquinaria e a fabricação de componentes para calçado.

Face à situação atual do sector em Angola, as orientações estratégicas consideradas no presente Programa de Industrialização incidem sobre os projetos estruturantes inseridos no Programa de Relançamento da Indústria Têxtil e sobre o fomento industrial da globalidade do sector das Indústrias Têxtil, do Vestuário e do Calçado.
A primeira orientação estratégica consiste na concretização, arranque e definição do modelo de gestão daqueles projetos. Por outro lado, considera-se imperativo estabelecer as bases para o crescimento integrado do sector, designadamente promovendo o aumento da produtividade global dos seus fatores produtivos.

Potencial do sector é prioritário Embora represente apenas cerca de 2% da indústria transformadora, este sector foi considerado prioritário, atendendo ao seu contributo para a criação de emprego, para a substituição das importações, bem como para a satisfação de uma das necessidades básicas da população e para potenciar a utilização e valorização dos recurso naturais endógenos, nomeadamente o algodão, as fibras derivadas do petróleo e da pasta de papel e as peles do gado bovino, caprino e ovino.

Pontos fortes  Apesar de todas as dificuldades, o relatório enumera uma série de pontos fortes do país para que possa vir a ter novamente uma indústria têxtil, de vestuário e calçado de alguma dimensão, desde que, para isso, os investidores privados apostem.

Entre eles, está o grande potencial de consumo no mercado nacional e nos países vizinhos, a implementação a curto prazo dos projetos de investimento Textang II, África Têxtil, Satec e Fábrica de descaroçamento e fiação, que dotará a fileira com equipamentos e tecnologias adequadas e capacidade para abastecer uma parte substancial do mercado, com artigos de qualidade.

Outros pontos fortes são implementação a curto prazo de alguns projetos de investimento no subsector das confeções que poderá incentivar o investimento de outros empresários.

Além disso, o custo da mão-de-obra baixo relativamente à Europa é também uma vantagem competitiva que pode ser aproveitada.

O relatório indica também que existem oportunidades no sector, como a existência de nichos de mercado para determinados produtos (fardamento para o exército, batas para o ensino oficial) ou a possibilidade de exportação para os países vizinhos, com a existência de uma via fácil e de baixo custo para o escoamento dos produtos (Caminho de Ferro de Benguela).

Outra das oportunidades que joga a favor de um sector têxtil, vestuário e calçado nacional forte é o provável encarecimento dos produtos acabados importados em consequência da maior proteção efetiva decorrente do recente aumento de taxas aduaneiras, bem como a obrigatoriedade do sector estatal adjudicar às pequenas e médias empresas até 25% das contratações públicas.

Fonte: JornalI,11.out.2014

Data:2014-10-13    Visualizações: 1524


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